História do paciente

Publicado

Lesão da medula espinhal, Masculino, 48 anos, julho – agosto 2018

Resumo

DiagnósticoSexoIdadeNacionalidade
Lesão da medula espinhalMasculino48 anosAustraliano
InjeçõesTipo de célulaInício do tratamentoFim do tratamento
6UCBSC + UCMSC23 de julho de 201816 de agosto de 2018

Histórico médico

O paciente foi diagnosticado com lesão medular em 2016, na sequência do levantamento de objetos pesados (mais de 15-20 kg). Tinha dores lombares intensas que também lhe causavam dor em ambas as pernas. Em maio de 2016, uma ressonância magnética revelou uma estenose grave do canal central e neuroforaminal ao nível L4-L5, devido a uma protusão discal de base larga. Consequentemente, o paciente foi submetido a uma laminectomia em L3-L5 e a uma microdiscectomia em L4-L5, bem como a um programa de reabilitação pós-operatória para alívio da dor.

Estado no início do tratamento

O paciente apresentava dormência em ambas as pernas, sendo a perna esquerda a mais afetada. Havia também fraqueza muscular na perna esquerda. O equilíbrio dinâmico em pé foi classificado como razoável, a resistência muscular era baixa e existia um compromisso parcial da função intestinal e vesical. O paciente conseguia realizar todas as atividades diárias de forma independente.

Plano de tratamento

O paciente recebeu 3 unidades de células estaminais derivadas do sangue do cordão umbilical (UCBSC) e 3 unidades de células estaminais mesenquimais do cordão umbilical (UCMSC) por injeções intravenosas (IV) e intratecais, conforme o calendário abaixo:

NúmeroDataTipo de célulaMétodo de injeçãoEfeitos secundários
127 de julho de 2018UCMSCInjeção intravenosanenhum relatado
231 de julho de 2018UCMSCInjeção intratecalnenhum relatado
33 de agosto de 2018UCMSCInjeção intratecalnenhum relatado
46 de agosto de 2018UCBSCInjeção intratecalnenhum relatado
510 de agosto de 2018UCBSCInjeção intratecalnenhum relatado
614 de agosto de 2018UCBSCInjeção intravenosanenhum relatado

Estado na alta

No final do programa terapêutico de 3 semanas, o paciente mostrou alguma melhoria na sensibilidade, na resistência muscular e no equilíbrio dinâmico em pé, como se segue: o paciente informou-nos de que tem mais sensibilidade na perna esquerda e que a perna direita já se sente normal. A resistência melhorou ligeiramente, sendo agora capaz de caminhar na passadeira durante 15 minutos a uma velocidade até 5,5 (em comparação com menos de 10 minutos a uma velocidade mais lenta anteriormente). O equilíbrio dinâmico em pé passou de razoável/bom para bom/normal. No final do programa, o paciente conseguia manter-se de pé sobre uma perna durante 1 minuto sem apoio na terapia aquática.

Estado 12 meses após o tratamento

Na avaliação de acompanhamento aos 12 meses, o paciente relatou que ainda tinha dormência numa pequena área na parte posterior da perna esquerda, com uma ligeira dor, mas que se sentia melhor do que antes do tratamento. Classificou a melhoria da sua qualidade de vida como moderada. Veja abaixo um excerto da autoavaliação do paciente aos 12 meses:

SintomaAvaliação da melhoria
Controlo da bexigaMelhoria moderada
Controlo intestinalMelhoria moderada
Controlo da temperatura corporalMelhoria significativa
FadigaMelhoria significativa
Motricidade finaMelhoria moderada
Tónus muscular dos membros inferioresMelhoria significativa
Sensibilidade dos membros inferioresMelhoria moderada
Força dos membros inferioresMelhoria moderada
DorMelhoria moderada
Função sexualMelhoria moderada
Estado da peleMelhoria significativa
SudaçãoMelhoria significativa
Força muscular do troncoMelhoria moderada
Tónus muscular do troncoMelhoria significativa
Sensibilidade do troncoMelhoria moderada
Tónus muscular dos membros superioresMelhoria significativa
Sensibilidade dos membros superioresMelhoria significativa
Força dos membros superioresMelhoria moderada
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